Gabriela Souza
Consumidores afirmam desconhecer o quanto de imposto é embutido no preço dos produtos
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A cesta básica capixaba é a terceira mais cara do país e está à frente de grandes capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, é o que registra o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese. A cesta nacional é composta por arroz, feijão, farinha de mandioca, carne de boi, manteiga, leite, óleo de soja, açúcar, batata inglesa, tomate, banana prata, pão francês e pó de café. Nesses produtos, são levados em conta a incidência de tributos como Contribuição para o Financimento da Seguridade Social, Cofins; Programa de Integração Social, PIS, ambos de competência da União, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, ICMS, este de competência dos Estados.

Apesar da cesta básica capixaba ser uma das mais caras do país, consumidores afirmam desconhecer o quanto de imposto é embutido no preço dos produtos, é o que relata o engenheiro mecânico Pedro Ferraz. “Enquanto consumidor, sei que a carga tributária é alta, mas não tenho a consciência de vincular as variações de custo de um produto básico com a carga tributária que está embutida nele, porque o aumento dos valores pode ter sido por causa da safra, ou por causa do preço da importação, ou seja, por vários fatores”, disse Ferraz.

A operadora de caixa de um supermercado em Vitória, Josiele Paz, diz que o consumidor sente essa oscilação de custo na hora de pagar. “Constantemente as pessoas deixam de comprar alimentos por ver que a conta ultrapassou o que eles haviam esperado, até mesmo quando vão pagar com o cartão. Mas eles tiram as mercadorias que não são tão importantes, porque os alimentos básicos, o consumidor não pode deixar”, afirmou Josiele.

Em recente pesquisa realizada em dez capitais brasileiras pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, IPEA, indicou que a carga tributária incidente sobre os alimentos da cesta básica é o principal fator que mantém a desigualdade social e de pobreza no Brasil. A pesquisa evidenciou que nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Salvador e Belém a carga tributária sobre a cesta básica atinge o patamar de 16,2%. Nas regiões de Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Recife esse índice representou 13,48% do custo final dos alimentos.

O economista Geraldo Harb analisa a pesquisa e demonstra o quanto a classe mais pobre é penalizada. “O estudo mostra que se o Governo, Federal e Estadual, implementasse a isenção dos impostos para a cesta básica, o ganho real para as camadas mais pobres da sociedade seria de 8%, enquanto que a arrecadação tributária diminuiria apenas 6%. Com isso, o Brasil desenvolveria uma política de distribuição de renda mais justa e equânime”, observou o economista.
Gabriela Souza
Oftalmologia e cortes de cabelo foram algumas especialidades disponíveis no evento
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O 2º Ação Morada foi realizado pela Igreja Batista em Morada de Camburi no dia 15 de maio de 2010 na quadra de esportes do bairro de Goiabeiras. Este evento ofereceu vários serviços à comunidade, como na área médica: massoterapia, fisioterapia, enfermagem (prevenção de mama, aferição de pressão e glicose), fonoaudiologia, pediatria, oftalmologia; na área de beleza: corte de cabelo, curso de maquiagem; na área jurídica e também um trabalho com as crianças do bairro realizado pelo ministério infantil da igreja. Foram 220 fichas preenchidas pela comunidade e a especialidade mais procurada foi a oftalmologia com 72 pedidos.

O objetivo do evento é estreitar o laço com a comunidade, para que ela veja a igreja também no âmbito social, não somente com interesse em ganhar vidas para Cristo, mas também, com interesse nas pessoas, no que elas são e em seu dia-a-dia. Segundo o coordenador do Ação Morada, Rodrigo Bayer, esse trabalho é um start para que Morada de Camburi possa realizar mais eventos com esse intuito. “Os dados das pessoas estão sendo coletados, exatamente para que a gente continue em contato com a comunidade e posteriormente ofereça serviços não só sociais, mas também cursos de capacitação, que vão trazer a comunidade crescimento e desenvolvimento social”, afirmou Bayer.

A idéia não é fazer o evento somente pelo assistencialismo, mas sim, fazer um trabalho em que Jesus seja conhecido pela comunidade. Nesse sentido, cada pessoa que usufruiu dos serviços do Ação Morada preencheu uma ficha, a partir de então, a igreja pode fazer um contato pós evento, na tentativa de continuar atendendo as pessoas através dos ministérios da igreja. Segundo o pastor Marcelo Paoli, essa proposta ainda está sendo entendida pelos moradores do bairro. “A visão que eles têm é a de que ficamos em um lugar fechado e sem acesso, e como estamos vindo ao encontro da comunidade, eles estão percebendo que nós estamos perto e que nos importamos com eles”, declarou o pastor.

Foi uma manhã de Sábado recheada de bênçãos. As pessoas puderam se achegar ao local, conversar com os profissionais especializados e receber um encaminhamento para solucionar seus problemas. O líder da comunidade, Sr. Samaroni Monjardim, disse da importância dessa iniciativa da igreja e ressaltou seu apoio na continuidade do evento. “A maioria dos moradores da comunidade vieram aqui pela primeira vez, a cada Ação Morada mais pessoas estarão aqui, é um trabalho muito importante que vou estar sempre divulgando e apoiando”, disse Monjardim.

Os profissionais da área médica destacaram a importância de movimentar uma Ação social como essa, e perceberam o quanto a comunidade carece de informações a respeito de seus problemas. Segundo o pediatra Dr. Julião Nunes Batista, as pessoas querem atendimento e tratamento de qualquer forma, mas a prioridade é a de orientação. “Muitas dúvidas que as pessoas têm não podem ser tiradas lá no consultório, pois é tudo muito rápido e resolvido com medicamentos que aliviam os sintomas. Aqui não, é o momento de conversar, tirar dúvidas e explicar o porquê dos problemas”, observou o pediatra.

A programação infantil deixou a garotada da comunidade bastante animada. As crianças pintaram vários peixes no fundo do mar, brincaram de macinha e também jogaram vários jogos de mesa. Mas o melhor ainda estava por vir, o show da boneca Chiquita. Com muitas músicas, histórias contadas pela Chiquita e brincadeiras, a diversão foi garantida. Durante o show, a cada participação, as crianças ganharam brindes da boneca para lembrarem com carinho o dia do Ação Morada.

A Igreja Batista em Morada de Camburi agradece aos membros da igreja, que se dispuseram a servir na obra de Deus, e as parcerias estabelecidas: Univix, UVV, Associação de moradores, Cacho e Companhia, Instituto Denadai, Boticário e a Prefeitura de Vitória; por demandarem profissionais especializados para estar atendendo a comunidade e, dessa forma, possibilitarem a realização do evento.
Gabriela Souza
Ano Sacerdotal e Romaria das Mulheres marcam o encerramento do Oitavário


Há 440 anos, a Festa da Penha reúne fiéis e devotos a Nossa Senhora da Penha, Padroeira do Estado, para fazer votos, agradecer e venerar a Santa. A Festa é realizada em Vila Velha e conta com a participação de fiéis de todo o Estado e também de várias partes do país. Para os capixabas e sacerdotes da igreja Católica, essa é a festa das alegrias porque lembra a boa nova Jesus Cristo ressuscitado e Maria como portadora dessa boa nova para todos. Para complementar a Festa, existem o Oitavário, romarias e shows.

O Oitavário é uma celebração eucarística que antecede a Festa da Penha e dura oito dias. Essa celebração começa no dia de Páscoa e prepara os fiéis para o Dia de Nossa Senhora da Penha. Foram celebradas oito missas durante o Oitavário, e cada dia de celebração foi organizado por uma paróquia. Mesmo com o tempo incerto, ora com chuva e ora com sol, os fiéis não foram abalados e compareceram às missas para agradecer e homenagear a Santa.

A missa do primeiro dia foi marcada pela abertura das celebrações sob o tema Catequese, presidida pelo padre Ermindo Rapozo, da Paróquia Rainha da Paz, de Santa Maria de Jetibá. No segundo dia, com o tema Vocações e Ministerialidade, o padre Renato Criste falou a respeito da omissão ou negação dos católicos à religião. O padre Antônio Peroni, da Área Pastoral Cariacica/Viana baseou-se no lema “Deus ama o direito e a justiça" para falar sobre o tema Eleições no terceiro dia. Na quarta missa, o tema foi Acolhida, realizada pelo padre Manoel David Neto e também celebrada pela organização da área Benevente.

No quinto dia, com o tema Família, o padre Anderson Teixeira falou a respeito dos valores da família e do casamento no mundo e que Jesus é a solução de todas as dificuldades. O Frei Silvestre Brunoro, da paróquia Santa Rita de Cássia na Praia do Canto, baseou-se no tema Economia e Vida, no sexto dia do Oitavário, para falar da ganância que sempre fala mais alto do homem e nada tem para oferecer a Deus e aos outros. E, no sétimo, sob o tema Anúncio, o Bispo diocesano, Dom Célio Goulart, embasou-se no lema “não podemos calar sobre o que vimos e ouvimos" para fazer a homilia.

Oitavo dia

O último dia de celebração do Oitavário foi realizado na Prainha de Vila Velha e contou com a participação da romaria das mulheres e de muitos outros fiéis. Sob o lema “Como o pai me enviou eu também os envio”, o bispo auxiliar Dom Mário Marquez abordou o tema Ano Sacerdotal. Segundo o Bispo, é o amor de Deus que deve agir para sermos mensageiros do amor como Ele nos mandou. Em meio à multidão de mulheres, ressaltou também, a força do Cristo ressuscitado que habita nelas para fazer um mundo mais fraterno e melhor.

Durante a homilia, o Bispo enfatizou o valor de orar pela santificação dos sacerdotes, de buscar os caminhos santos e o que a família representa e como colabora nesse processo de santificação. “É importante falar da vida sacerdotal por estarmos no ano sacerdotal. E o sacerdote vem da família, ele nasce como qualquer outra criatura, se sente vocacionado e, muitas vezes, impulsionado para essa missão. Então, mais oportuno, é caracterizar esta menção dos sacerdotes para lembrar a mãe deles, Maria, que também é mãe do filho de Deus e de todos nós”, disse o bispo Dom Mário.

A eucaristia e o ato penitencial foram alguns dos momentos simbólicos que caracterizam a missa de uma forma especial. Na eucaristia, todas as mãos foram erguidas ao céu e o Pai Nosso foi rezado. “É na eucaristia que encontramos Cristo”, declarou Dom Mário. No ato penitencial, as pessoas foram aconselhadas pelo Bispo a pedirem perdão pelos seus pecados, proteção divina e a bênção do Senhor Jesus Cristo.

A missa contou com vários momentos marcantes. Com a romaria das mulheres, o número de fiéis aumentou de forma expressiva e muitos balões coloridos, trazidos pela romaria, enfeitaram a celebração. A chegada da imagem da Padroeira à Prainha rendeu muitos aplausos e estouros de balões como forma de recebê-la e homenageá-la. Durante a cerimônia, o vôo de pombos coloridos para ilustrar o tema da Festa Maria, sinal de esperança para o mundo encantou a todos. E, no final da missa, oito meninas dançaram e utilizaram as mãos para fazer o sinal universal de pássaro e simbolizar a paz.

Testemunhas de milagres

Rosalina Rangel compareceu a todos os dias do Oitavário para agradecer à santa que sempre a ajudou. Morava em Minas Gerais e veio para Vitória junto com os filhos passando muitas dificuldades. “Quando cheguei a Vitória, fiz um voto a Nossa Senhora da Penha para que meus filhos melhorassem de saúde. A santa ouviu meu apelo e, hoje, meus filhos passam bem e trabalham”, disse Rosalina. Ela conseguiu um emprego em um hotel, onde trabalhou durante oito anos. Após esse tempo, Rosalina ficou desempregada por dois meses. Ao voltar a buscar forças na santa, obteve um trabalho em uma concessionária e, muito emocionada, contou que recebeu a aposentadoria pouco tempo depois.

Ana Maria Dodaro vai à Festa da Penha há 18 anos e também participou de todas as missas do Oitavário. Sempre foi educada nos princípios da Igreja Católica Apostólica Romana e, hoje, é catequista e trabalha como voluntária na Casa Acolhida, no Colégio Marista. Já foi casada e tem três filhos, um deles não fala e está sob a guarda do pai. Ela pediu a Nossa Senhora da Penha para que pudesse ver seu filho que é mudo e, neste ano, a santa realizou seu pedido. “Amo meu filho e supero a ausência dele com as crianças que trabalho na catequese e na Casa Acolhida”, disse Ana Maria.
Gabriela Souza



Para realizar o trabalho de duas disciplinas da faculdade tive que apurar o Oitavário da Festa da Penha 2010. Meu dever era falar superficialmente de todos os dias do Oitavário e apurar de forma aprofundada em um dia. Como eu sou uma pessoa muito calma e tranqüila escolhi logo o ÚLTIMO DIA (Domingo) do oitavário para cobrir (esperta ein?!!!).

Não agüentei esperar.

Tratei logo de marcar com o pessoal, que ia fazer a cobertura junto comigo, de ir também no Sábado, para ter uma noção melhor do que aconteceria. Visto que eu não sou católica e nem o que é o Oitavário eu sabia. Mas, pensando melhor, foi até bom ter deixado a cobertura para o fim de semana, já que o tempo só deu uma trégua no final da festa.

Durante os dois dias que fui (Sábado e Domingo) tirei 598 fotos. Não se assustem! Não é muito! Nossa querida Verônica Aguiar tirou quase isso somente no primeiro dia (risos). Confesso que o foco automático foi meu maior aliado nessa tarefa. Mas também abusei da técnica (relembrada na última aula ;D) para fazer um ótimo trabalho.

No Sábado, subi, junto com a romaria de Cachoeiro, o Convento da Penha. E declaro a vocês que foi minha primeira vez. Não porque eu não quisesse ter ido antes, mas, por falta de oportunidades. Voltando a subida, minha perna ficou muito dolorida, devido às idas e vindas para registrar toda a movimentação da romaria. Mas, meu maior desafio ainda estava por vir. Como registrar da melhor forma os momentos marcantes da missa com toda essa minha......... estatura? Podem rir, foi o que fiz de começo. Superando as dificuldades, tratei logo de subir em uma estrutura montada, com uma altura considerável, que havia próximo ao palco para fazer os melhores cliques! Deu super certo!!!

Sábado foi um dia muito tranqüilo. Só fui tirar as fotos para a disciplina de fotojornalismo e ver como era a missa do oitavário. O domingo é que era treva! Teria que conseguir personagens marcantes, prestar atenção em toda a missa, inclusive na mensagem presidida pelo Bispo Dom Mário, entrevistá-lo e ainda tirar mais fotos.

Enlouqueci.

No Domingo, o dia tão almejado, a missa começou às duas e meia da tarde. Mas, uma hora eu já estava lá, firme e forte, procurando meu personagem. Conversei com várias senhoras e uma delas me chamou atenção. Ela chorou ao me narrar sua história de vida e o que a santa fez por ela. Adorei! Deixei logo no meu estoque de melhor história até o momento. Aah... um detalhe quase insignificante: Meu gravador não gravava nada!!!!!! Minha sorte, é que meu celular é muito bom para gravar e tem um tempo enorme disponível para isso. Ainda bem.

Segundo o Corpo de Bombeiro Militar do Espírito Santo havia cerca de 50 mil pessoas na prainha de Vila Velha no oitavo dia do oitavário. Devido à romaria das mulheres que se encaminhou para a missa, a prainha ficou tomada delas e de bolas coloridas usadas na romaria. Estava realmente bonito. Não me contentei com a área destinada à imprensa, que era do lado direito do palco, achei que limitava muito o enquadramento das fotos. Tentando, mais uma vez, a tática de lugares altos e estratégicos, pedi a equipe de som, que ficava numa estrutura montada exatamente a frente do palco, que me deixasse ficar na parte de cima da estrutura durante a missa. Com certeza, a máquina da Faesa e minha blusa característica de imprensa facilitaram meu acesso.

Depois da eucaristia começou o sufoco. Tive que sair do meu lugar, bastante cômodo e confortável, para ir à parte da imprensa, esperar a missa acabar e conseguir algumas palavras do Bispo que presidira a missa. Foi uma briga boa com a rádio América e até com meus próprios colegas de sala. Brincadeira gente. Foi super tranqüilo: esperei todo mundo conversar com ele ¬¬¬¬. O importante foi que ele respondeu a duas perguntas que fiz. Isso me bastou.

Agora, para finalizar meu trabalho, vou escrever a matéria.

Mais tarde, a publicarei.

Gabriela Souza

O trânsito em Vitória é intenso, quase intransitável nos horários de “pico”, mas isso, não é dúvida para ninguém. Para completar o estresse dos motoristas dos automóveis, há sempre aquele motoqueiro do lado estreitando à faixa dos carros. Mas daí a dúvida: Quem conduz tal moto? É um condutor comum, ou é um profissional motoboy? Você sabe diferenciá-los?

Muitas vezes as pessoas esquecem o quanto os motoboys são importantes para atender as necessidades da sociedade. Não há quem goste deles quando se está no trânsito. Mas e quando se está em casa? Ou no trabalho? Ao pedir a pizza, o remédio, até mesmo absorvente... é com a habilidade e rapidez dos motoboys que se conta. Portanto, acabar com o corredor não é uma decisão correta, apesar do risco que se corre, e eles estão cientes disso.

As pessoas também esquecem que por trás dos motoboys existem empresas que cobram por um serviço rápido! Será que vale a pena arriscar a vida por tal serviço com o salário que recebem? Como disse a jornalista Maria Helena de Almeida, o motoboy é um mal necessário!

Interessou-se pelo assunto? Assista ao Programa Midia, Sábado, dia 20, no canal 13 (net) com o tema: Motoboys.
Essas e outras perguntas serão respondidas pelo vice presidente do Sindimotos, Luciano Ferreira.
Gabriela Souza


A população de Vitória, sem dúvida, sofre muito com o trânsito nos horários de pico. E agora com as interdições das obras do Projeto Águas Limpas ficou ainda pior. O que irrita é olhar para algum tempo atrás e ver que nenhuma mobilização foi feita para que se cumprissem as promessas de melhorias da cidade. E agora, resolvem fazer tudo de uma vez! Mas não adianta piorar a vida da sociedade, pois ela vai gastar mais tempo para falar mal do caos das reformas, do que para elogiar o resultado.


Saio 11:30 da faculdade, não passo pelas interdições e chego em casa depois de 12;30. Tento imaginar que horas chegarei quando às reformas começarem em Bento Ferreira, Avenida César Hilal e Rua das Palmeiras que certamente vão atrapalhar no tráfego da Avenida Leitão da Silva. Tudo bem, almoço na faculdade mesmo.


Mas tem uma coisa boa nessa tragédia toda. Praias próprias para banho! Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é ir à praia. Mas nunca vou porque praia boa é longe, por isso a freqüência é maior no verão. Pegar Transcol? Não dá. Melhor esperar a carteira e ir com o carro do papai! Bastante cômodo. Com alguns bons passos da minha casa chego à praia de Camburi. É uma pena que seja poluída, Pois aos olhos, é bastante irresistível.

Próximas ruas e avenidas a serem interditadas:

Avenida Duarte Lemos, na Vila Rubim
Avenida Governador Bley, no Centro
Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, entre o Forte São João e a Avenida Paulino Muller
Avenida Paulino Muller, em Jucutuquara
Avenida Princesa Isabel
Avenida Rio Branco, em Santa Lúcia
Rua Sete de Setembro, no Centro
Rua Robert Kennedy
Rua Pedro Nolasco
Rua Marcos de Azevedo
Rua Governador José Sete
Rua do Rosário
Rua das Palmeiras,
Rua Daniel Abreu Machado
Avenida República

Se algum desses caminhos é o seu, programe-se para não ser incomodado. Inexequível (risos). Mas tente.

Gabriela Souza

Hoje as pessoas correm para ter especialização, para falar línguas, para ter experiência e um bom emprego. Bastante natural. Vivemos em uma cultura que, em todo o tempo, empoem o comportamento maníaco – ativo, empreendedor, multifacetado- para o sucesso profissional.

Até que ponto ser competitivo faz bem? Começo a vivenciar isso de perto agora. E ainda não entrei no mercado de trabalho, infelizmente. Eu não sou a melhor aluna da turma. Mas eu percebo quando me tratam com ironia, até mesmo inveja, porque eu tirei uma nota boa ali, ou porque fui elogiada alhures. Se tivesse muita liberdade com essas pessoas, felizmente não tenho, até diria que não faria bem ser o melhor, eu, por exemplo, penso que não é. O cara que se deu bem na vida, na maioria das vezes, não foi aquele que tirou as melhores notas e também não foi o queridinho do professor. Ser competitivo é uma qualidade do cara que é esperto! Rápido! Que saca as oportunidades no ar. Mas existem pessoas cuja característica competitiva é um defeito. Elas sofrem demais por dentro. Quase cruel.

Não estou escrevendo para a carapuça servir em alguém. Não é esse meu objetivo. Até porque às vezes a gente acha que é pra gente, mas não é. Esses detalhes eu percebo por quem está perto e não longe de mim.

Mas não se iluda! Não assista a vitória dos outros como se fosse um filme. Construa a sua. Fico feliz de saber que alguns colegas de sala conseguiram estágio. O meu ainda virá! ;D. Sei que para o profissional bom e competente sempre há espaço. Qualquer coisa... Force à barra!